terça-feira, 3 de maio de 2016
Doutrina X Costumes
Quanto a Origem:
- Doutrina é Divina;
- Costume é Humano;
Quanto ao Alcance:
- Doutrina é Geral;
- Costume é Local;
Quanto ao Tempo:
- Doutrina é Imutável;
- Costume é Temporário;
A doutrina gera bons costumes,
mas bons costumes não geram doutrina bíblica.
"E assim invalidastes, pela vossa tradição, o mandamento de Deus".(Mt 15.6)
( fonte:GILBERTO, Antonio. Doutrina Bíblica e Usos e Costumes na Igreja - CPAD)
Tentação de Jesus
Tentação de Jesus
Então foi conduzido Jesus pelo Espírito ao
deserto, para ser tentado pelo diabo.
E, tendo jejuado quarenta dias e quarenta noites, depois teve fome;
E, chegando-se a ele o tentador, disse: Se tu és o Filho de Deus, manda que estas pedras se tornem em pães.
Ele, porém, respondendo, disse: Está escrito: Nem só de pão viverá o homem, mas de toda a palavra que sai da boca de Deus.
Então o diabo o transportou à cidade santa, e colocou-o sobre o pináculo do templo,
E disse-lhe: Se tu és o Filho de Deus, lança-te de aqui abaixo; porque está escrito: Que aos seus anjos dará ordens a teu respeito, E tomar-te-ão nas mãos, Para que nunca tropeces com o teu pé em alguma pedra.
Disse-lhe Jesus: Também está escrito: Não tentarás o Senhor teu Deus.
Novamente o transportou o diabo a um monte muito alto; e mostrou-lhe todos os reinos do mundo, e a glória deles.
E disse-lhe: Tudo isto te darei se, prostrado, me adorares.
Então disse-lhe Jesus: Vai-te, Satanás, porque está escrito: Ao Senhor teu Deus adorarás, e só a ele servirás.
Então o diabo o deixou; e, eis que chegaram os anjos, e o serviam.
Mateus 4:1-11
E, tendo jejuado quarenta dias e quarenta noites, depois teve fome;
E, chegando-se a ele o tentador, disse: Se tu és o Filho de Deus, manda que estas pedras se tornem em pães.
Ele, porém, respondendo, disse: Está escrito: Nem só de pão viverá o homem, mas de toda a palavra que sai da boca de Deus.
Então o diabo o transportou à cidade santa, e colocou-o sobre o pináculo do templo,
E disse-lhe: Se tu és o Filho de Deus, lança-te de aqui abaixo; porque está escrito: Que aos seus anjos dará ordens a teu respeito, E tomar-te-ão nas mãos, Para que nunca tropeces com o teu pé em alguma pedra.
Disse-lhe Jesus: Também está escrito: Não tentarás o Senhor teu Deus.
Novamente o transportou o diabo a um monte muito alto; e mostrou-lhe todos os reinos do mundo, e a glória deles.
E disse-lhe: Tudo isto te darei se, prostrado, me adorares.
Então disse-lhe Jesus: Vai-te, Satanás, porque está escrito: Ao Senhor teu Deus adorarás, e só a ele servirás.
Então o diabo o deixou; e, eis que chegaram os anjos, e o serviam.
Mateus 4:1-11
Os esforços de Satanás como tentador, tem sido os mesmos durante toda a história da
humanidade.
1)... a
concupiscência da carne,...” forte desejos e necessidades físicas:
Com Eva –
“Vendo a mulher que a árvore era agradável…” Satanás tentou Eva, declarando: “É certo que não morrereis”.
Com Jesus
Cristo - E, tendo jejuado quarenta dias e quarenta
noites, depois teve fome; O Senhor teve fome, e o diabo o tentou a
transformar pedras em pão “...manda que estas pedras se tornem em pães”
2)“...a
concupiscência dos olhos...” cobiça por poder e glória, desejo desejos ambiciosos de obter e possuir
Com Jesus Cristo “...e mostrou-lhe todos os reinos do mundo, e a
glória deles. E disse-lhe: Tudo isto te darei se, prostrado, me adorares."
3)“...e a
soberba da vida, ...” - Orgulho, Egoísmo...
Com Eva – “...sabendo o bem e o mal...” Satanás tentou Eva em buscar valorização
de si mesma, ser independente de Deus;
Com Jesus – “E
disse-lhe: Se tu és o Filho de Deus, lança-te de aqui abaixo; porque está
escrito: Que aos seus anjos dará ordens a teu respeito...” Se Jesus se jogasse e fosse amparado pelos anjos, logo ele
seria considerado um todo poderoso por aqueles que o vissem.
Jesus venceu Satanás no deserto, Eva sucumbiu na tentação do
Éden.
satanás, ainda hoje, tem
oferecido a muitos pessoas, as mesmas coisas que ofereceu para Eva e para Jesus
Cristo, ou seja: fama, reconhecimento, dinheiro e outros......
Que possamos seguir o exemplo de Cristo que venceu a
tentação e atraiu para si uma Igreja caracterizada pela:
Vida Simples - capazes
de considerar as coisas deste mundo num plano inferior as eternas.
Independência Corajosa – Nada e ninguém o impede de servir a
Cristo;
Dedicação as Escrituras – Conhecem e vivem o que diz as
Escrituras
Forte consciência Social – São responsáveis pelo crescimento
do Reino de Deus através do trabalho
diaconal e contribuição.
Solidariedade entre os irmãos – repartem o pão com o
necessitado.
Alexandre Bilhalva
sexta-feira, 29 de abril de 2016
Lucas 9:23
Lucas 9:23
E dizia a todos: Se alguém quer vir após mim, negue-se a si
mesmo, e tome cada dia a sua cruz, e siga-me.
Encontramos
nos dias atuais, uma dificuldade nas pessoas em viver ou aceitar este
versículo. Para entender esta dificuldade, precisamos primeiramente entender as
características da sociedade pós-moderna.
São elas:
Secularização
– O homem pós-moderno apresenta um desinteresse por Deus. O apego a sua vida
secular o deixa sem tempo para Deus.
Pluralismo
– Não existe uma verdade absoluta, o homem moderno não assume fidelidade com a verdade.
Relativismo
– O homem vive conforme as regras que estabeleceu para si, pois toda a verdade
é relativa e existe várias formas de pensar em relação a uma mesma ideia.
Pragmatismo
– O homem aceita apenas o que é benéfico para si próprio;
Toda estas
características foram incorporadas ao homem moderno a partir do movimento Iluminismo,
século XVIII, caracterizado pela centralidade do homem e da razão. Seguem-se,
ainda outras características como:
Individualismo
– Após a Segunda Guerra Mundial (1939-1945) milhões de soldados tiveram
contato direto com psicólogos e receberam terapias, onde passaram a olhar para
o seu mundo interior. Atos imorais, uso de drogas e outros agora são explicados
pela condição psicológica da pessoa.
A partir dos anos 80-90 as
igrejas tornaram-se menos doutrinárias, mais emocionais e sentimentais. Bruce Shelley no seu
livro: História do Cristianismo escreve: enquanto o jovem rico perguntou a
Jesus O que devo fazer para ser salvo? O homem moderno pergunta: O que ganho
com isso?
Estas características tornaram
Jesus Cristo desagradável, desprezível para
este mundo, porque Ele condena o orgulho, a soberba e se apresenta como o único
caminho que nos leva a Deus.
V.23 – “E dizia a todos : Se alguém quiser vir após
min...” Não existe aqui pluralismo, Ele é a verdade absoluta. Eu sou o caminho a verdade e a vida e ninguém
vem a o pai a não ser por mim.(Jo14.6)Não somos obrigados a segui-lo mas
devemos entender que Ele se coloca como uma porta quando aponta para si mesmo
quem devemos seguir;
“...negue-se a si mesmo...” – Sem relativismo,
não podemos estabelecer nossas próprias normas, mas antes, devemos nos esvaziar de tudo o que está contra seus
mandamentos. Não podemos servi-lo com reservas ou com dualismo de pensamentos.
“...tome sua cruz e siga-me.” – Tomar a cruz
não se refere a nosso sofrimento. Cruz é lugar de morte, abandono e, desprezo. Este
devem ser nossos sentimentos por este mundo. Se alguém não morrer para este
mundo, não desprezar suas ofertas a abandonar o pecado, não é digno de Jesus
Cristo.
Alexandre Bilhalva
quinta-feira, 28 de abril de 2016
quarta-feira, 27 de abril de 2016
Filho pródigo
LUCAS
15.11-32
11.E disse: Um certo homem tinha dois filhos;
12.E o mais moço deles disse ao pai: Pai, dá-me a parte dos bens que
me pertence. E ele repartiu por eles a fazenda.
13.E, poucos dias depois, o filho mais novo,
ajuntando tudo, partiu para uma terra longínqua, e ali desperdiçou os seus
bens, vivendo dissolutamente.
14.E, havendo ele gastado tudo, houve naquela terra uma grande fome,
e começou a padecer necessidades.
15.E foi, e chegou-se a um dos cidadãos
daquela terra, o qual o mandou para os seus campos, a apascentar porcos.
16.E desejava encher o seu estômago com as bolotas que os porcos
comiam, e ninguém lhe dava nada.
17.E, tornando em si, disse: Quantos
jornaleiros de meu pai têm abundância de pão, e eu aqui pereço de fome!
18.Levantar-me-ei, e irei ter com meu pai, e dir-lhe-ei: Pai, pequei
contra o céu e perante ti;
19.Já não sou digno de ser chamado teu filho;
faze-me como um dos teus jornaleiros.
20.E, levantando-se, foi para seu pai; e, quando ainda estava longe,
viu-o seu pai, e se moveu de íntima compaixão e, correndo, lançou-se-lhe ao
pescoço e o beijou.
21.E o filho lhe disse: Pai, pequei contra o
céu e perante ti, e já não sou digno de ser chamado teu filho.
22.Mas o pai disse aos seus servos: Trazei depressa a melhor roupa; e
vesti-lho, e ponde-lhe um anel na mão, e alparcas nos pés;
23.E trazei o bezerro cevado, e matai-o; e
comamos, e alegremo-nos;
24.Porque este meu filho estava morto, e reviveu, tinha-se perdido, e
foi achado. E começaram a alegrar-se.
25.E o seu filho mais velho estava no campo; e
quando veio, e chegou perto de casa, ouviu a música e as danças.
26.E, chamando um dos servos, perguntou-lhe que era aquilo.
27.E ele lhe disse: Veio teu irmão; e teu pai
matou o bezerro cevado, porque o recebeu são e salvo.
28.Mas ele se indignou, e não queria entrar.
29.E saindo o pai, instava com ele. Mas,
respondendo ele, disse ao pai: Eis que te sirvo há tantos anos, sem nunca
transgredir o teu mandamento, e nunca me deste um cabrito para alegrar-me com
os meus amigos;
30.Vindo, porém, este teu filho, que desperdiçou os teus bens com as
meretrizes, mataste-lhe o bezerro cevado.
31.E ele lhe disse: Filho, tu sempre estás
comigo, e todas as minhas coisas são tuas;
32.Mas era justo alegrarmo-nos e folgarmos, porque este teu irmão
estava morto, e reviveu; e tinha-se perdido, e achou-se.
v.11 – A parábola mostra que havia harmonia neste lar, o
filho não foi expulso.
v.12 – “...dá-me a parte...”. Embora
houvesse harmonia neste lar, o filho mais moço não concordava com a forma que o
pai administrava os bens, achava que tudo estava errado. Sua insubmissão em
pensar que merecia melhor tratamento, mais reconhecimento e que sabia mais que
os outros o levou a pedir sua parte na
herança. O orgulho o levou pensar que
sabia muito, porém não soube o mais importante: herança só se recebe depois da
morte do seu pai.
v.13 – “..ajuntando tudo,
partiu...” Afastou-se do pai,
resolveu sair de perto de tudo aquilo que achou estar errado, abandonou o amor,
a proteção e a provisão que o pai lhe dera.
v.14,15 e 16 - Nestes
versículos vemos as consequências do pecado: miséria, fracasso, solidão e
humilhação.
v.17 – “ E tornando em si...” Agora
vemos o arrependimento de alguém que reconheceu seu erro: Tudo o que parecia errado
na casa do pai, estava certo e tudo que parecia bom, longe da casa do pai, era maligno.
v.18 – “Levantar-me-ei, e
irei ter com meu pai...” Ato de
conversão, após cair em si (arrependimento),
era necessário atitude, aquela
situação não mudaria apenas com o
remorso de ter errado era necessário deixar todo o orgulho e as causas que o
levaram a afastar-se do pai e buscar uma reaproximação.
v.20 – “...viu-o
seu pai, e se moveu de íntima compaixão e, correndo, lançou-se-lhe ao pescoço e o beijou.” O pai está sempre pronto a perdoar, não importa o que
façamos, ele nos ama com amor incondicional e na primeira atitude que tivermos
em voltar a sua casa, ele correrá em nossa direção, mostrando que não
haverá barreiras nesta aproximação.
v.22 – “...trazei
depressa a melhor roupa; e vesti-lho, e ponde-lhe um anel na mão, e alparcas
nos pés;”
O pai anuncia a todos o retorno do seu filho e o vesti a fim
que não sentisse vergonha do seu estado. Deus sempre nos tratará como filhos
embora não merecêssemos.
v.26 – “...perguntou-lhe o que era aquilo” Se por um lado tínhamos o filho mais moço como
orgulhoso, agora temos o filho mais velho egoísta que se incomoda com o retorno
do moço.
v.27 – “...veio o teu irmão...” O criado conseguiu reconhecer que se tratava
do irmão mais moço pelo modo como o pai o tratara.
v.28 – “Mas ele se indignou...” O egoísta não tem virtudes. Não esbanjou as
riquezas do pai, mas não consentia em repartir o que tinha.
v.29 – “...nunca me deste um cabrito...”
Este triste filho não conhecia a lei (Dt.21:27) Enquanto um terço da herança pertencia a seu irmão mais moço,
outra maior parte, ou seja: dois terços, ficariam com ele. Egoísta, porque
servia pensando em recompensa e não admitia repartir nada do que lhe pertencia.
v.30 – “Vindo,porém este teu filho...” Deveria dizer: vindo meu
irmão, porém disse: vindo este teu filho. Viu o irmão como um rival, não
reconhecia-o como irmão. Fidelidade a casa do pai, porém sem misericórdia. O filho mais moço encontra agora um problema
dentro da casa de seu pai, porque enquanto este era esbanjador o mais velho estava fora dos padrões de seu pai.
Alexandre Bilhalva
segunda-feira, 7 de março de 2016
Riscos e Perigos do Ministério
Riscos e Perigos do
Ministério
· Estar tão envolvido nas atividades e esquecer de
sua comunhão com Deus – O ativismo nos tenta a tornarmos relevante, espetacular
e poderoso.
· Profissionalismo – Corremos o risco de perder a
visão do chamado e viver em função de projetos, programas, construções.
· Perder a paixão pelas almas – o ministério
não pode ser exercido apenas entre quatro paredes, mas principalmente do lado
de fora. Os escribas se importavam mais com os sábado e com os ritos do que com
as pessoas e suas necessidades.
Mc 3.22-29
· Solidão- IITm1.15 – “Bem sabes isto, que os que estão na Ásia todos se apartaram
de mim...”
· Cansaço ou Estresse – as exigências e pressões
sempre crescentes.
· Crítica – Nenhum obreiro está isento da
crítica, e a humildade do obreiro é vista na maneira que o mesmo reage as
críticas.
· Rejeição – Jo1.11 - “Veio para o que era seu, e os seus não o receberam”.
Jesus condenou
lideres que viviam completamente dentro das regras da religião, o Senhor não
condenou sua ortodoxia mas:
·
O legalismo – davam mais importância ao que não
fazer do que ao que fazer. Legalismo é quando colocamos as regras acima de Deus
e das necessidades humanas.
·
A Hipocrisia – fingimento. Os fariseus foram
chamados de hipócritas quando se preocupavam em conservar limpos e enfeitados
os túmulos dos profetas e homens de Deus, porém agiam da mesma maneira que
aqueles que haviam matado estes.
·
O Ritualismo – Dar mais valor as tradições dos
homens, rituais e cerimônias do que as Escrituras Sagradas. O apego excessivo a
cerimônia sem atenção ao significado.
Fonte: TEOLOGIA DO OBREIRO - Curso básico em Teologia, IBE-
Instituto Bíblico Esperança;
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