domingo, 27 de dezembro de 2015

Burro

“Se você se sente inclinado a se gabar de seus pequenos livros, pregações, ensino, escritos, seus títulos... se você se sente orgulhoso deles, se gosta de ostentá-los e mencioná-los, se está muito satisfeito quando alguém elogia você na presença de outros... se fica de mau humor quando não tem o reconhecimento que acha merecer...


Tome a si mesmo pela orelha, e se você tentar fazer isso, e se você fizer isso de maneira correta, descobrirá um belo par de grandes, de longas orelhas de burro.


Então, não poupe nenhum esforço! Coloque nelas sinos dourados para que as pessoas possam ao ouvir, olhá-las e dizer: Vejam, vejam! Lá vai aquele “animal inteligente”, que pode “escrever” livros tão requintados e “pregar” tão extraordinariamente!


Naquele exato momento de humilhante conscientização, você estará sendo abençoado com o céu e sendo liberto do fogo do inferno preparado para o diabo e seus anjos.”



Martinho Lutero

segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

Como resolver conflitos pessoal ente irmãos



Maneira bíblica de resolver conflitos de ordem pessoal na igreja.


Conforme o texto bíblico de Mateus 18.15-19 o Senhor Jesus apresenta princípios para resolver conflitos pessoais dentro da igreja:

a) Buscar diálogo – Diante de um conflito pessoal, o certo é procurar o ofensor e, com amor, procurar uma conciliação.  “ Se teu irmão pecar [contra ti], vai argüi-lo entre ti e ele só. Se ele te ouvir, ganhaste a teu irmão”. 

b) Buscar ajuda de outra pessoa – Se a tentativa de um diálogo não for bem sucedida, então, deve-se buscar o auxilio de outras pessoas que ajudarão a solucionar o problema, aconselhando, bem como, servindo de testemunhas. “Se, porém não te ouvir, toma ainda contigo uma ou duas pessoas, para que, pelo depoimento de duas ou três testemunhas, toda palavra se estabeleça”. 

c) Levar o assunto à igreja -  Se as primeiras atitudes não surtirem efeito, então, o próximo passo é dar ciência do assunto à igreja. “E, se ele não os atender, dize-o à igreja; e, se recusar ouvir também a igreja, considera-o como gentio e publicano”.


Quando a questão é pessoal e não repercute sobre o testemunho publico da igreja, não é necessário levar o assunto à igreja. Uma vez que os líderes tomam conhecimento do problema, devem entrar em contato com o ofensor para buscar uma reconciliação.

Poimênica

Poimênica é definido como a ciência do agir da liderança do rebanho, e por ser um ministério de ajuda  que a liderança presta para com as pessoas, se torna relevante em nossos dias, pois busca o crescimento da obra de Deus.
O trabalho pastoral não pode estar resumido apenas ao púlpito, o pastor deve ser visto como um conselheiro de almas, cuidando, vigiando e defendendo o rebanho dos ataques do inimigo. Sua atenção deve estar voltada para as necessidades específicas do rebanho: os novos na fé e os fracos, os que possuem impedimentos morais, os tentados, na restauração dos caídos e consolar os desconsolados.
O pastor  terá que estar totalmente voltado para este rebanho e para isto terá que se preparar de forma espiritual e  teológica a fim de poder cumprir com a sua vocação.
 Muitos pastores se preocupam apenas com mega projetos e se esquecem das ovelhas que estão feridas ou sem comunhão com o Espírito Santo, tornando-se um rebanho descompromissado com a verdade e outros que pastoreiam igrejas vazias porque não consegue entender as necessidades do rebanho. É impossível ser um bom pastor sem alimentar o rebanho de Deus, principalmente em nossos dias, onde a imoralidade, relativismo e as heresias predominam.


A Morte da Razão

 livro: “A Morte da Razão” de Francis Scheaffer 

O que o autor aborda sobre o racionalismo e a fé.

 O autor aborda os estágios significantes até chegar ao homem moderno, desta forma ele procura conhecer e entender as formas de pensamento da nossa geração para que se consiga comunicar a fé de modo eficiente.
     O período da Graça e Natureza, até esta época a natureza não se revestia de interesse para o artista, exceto como sendo parte deste mundo em que vivemos, não eram retratadas de forma realista. Com o advento do surto do pensamento renascentista a natureza passou a usufruir de conceito mais apropriado.
Na concepção de Tomás de Aquino a vontade humana estava caída, mas não o intelecto. Dessa noção incompleta do conceito Bíblico de queda, que contemplava o homem como autônomo defluíram todas as dificuldades subsequentes.
Esta esfera do autônomo em Tomás de Aquino assume várias formas, como o desenvolvimento da Teologia natural, que se poderia se formular independentemente das Escrituras. Com base neste principio de autonomia, também a filosofia se tornou livre e se separou da revelação.
Bem logo, esta tendência  se fez real tanto nas artes (Pintores e Escritores) como na educação.
    Quando a Renascença chegou ao seu clímax a natureza havia devorado a graça.
    A Reforma deu resposta completamente oposta à da Renascença. A Reforma aceitou a noção de uma queda total, absoluta. O homem decaído em toda a sua natureza, inclusive o intelecto e a vontade, mas admitia que somente Deus é autônomo e o conhecimento final e suficiente residia na Bíblia. 

A CIÊNCIA MODERNA NOS PRIMÓRDIOS:

Após o período Renascença – Reforma, o estágio crucial imediato é atingido na época de Kant e de Roussenau, quando chega este tempo, o senso de autonomia já se encontra plenamente desenvolvido. Consequentemente o problema se definia agora não em termos de “natureza e graça”, mas de “natureza e liberdade”, uma liberdade autônoma onde o indivíduo é o centro do universo.
HEGEL - O Racionalismo através de Hegel foi o  próximo estágio significativo que abriu a porta aquilo que é característico do homem moderno. O homem manterá seu racionalismo e sua insistência na autonomia total ou em áreas parcialmente autônomas, mesmo que isto signifique que tenha de abrir mão da racionalidade.

O Salto  - Um novo modo de pensar se disseminou através de
 * Kierkegaard – “O existencialismo”, onde num andar superior temos o racional e o lógico e abaixo temos o não lógico e o irracional e os dois andares
são completamente separados. O salto se torna comum em toda a esfera de pensamento do homem moderno.
 * e através da arte, musica, cultura geral e a nova teologia, onde uma classe de teólogos perderam de todo a noção do Deus único, infinito e pessoal da revelação bíblica e da  reforma. A teologia liberal afeiçoada ao pensamento da atualidade tem apenas palavras conotativas de deidade em substituição


RACIONALIDADE E FÉ:
  

O autor aborda algumas das consequências de lançar a fé contra a racionalidade em linhas que não refletem a perspectiva bíblica.
Não se pode ter verdadeira moral no mundo real se  for feita essa dissociação;
Não se tem base adequada para a lei e par o direito for feita essa dissociação;
Se for feita essa dissociação, o Cristianismo sacrifica a possibilidade de evangelizar a verdadeira gente do século vinte no âmbito do seu próprio pensamento;
O autor aborda, também a necessidade de falar a real verdade tanto a respeito do próprio Deus como da área em que a bíblia tange a história e os cosmos.
Na dimensão da eternidade estamos completamente separados de Deus, na linha da personalidade, porém fomos feito à Sua imagem. Portanto Deus nos pode falar e dizer acerca de Si mesmo.
Não se pode obter respostas a menos que se nutre o conceito Bíblia, o próprio Cristo não faz distinção entre sua autoridade e a autoridade das Escrituras. Cristo é o Senhor de tudo – de todo o aspecto da vida. È inútil proclamar que Ele é o Alfa e o Ômega se Ele não é o Senhor de toda nossa vida intelectual unificada.
A Bíblia dá resposta quanto a por que posso fazer o que devo fazer, isto é, começar comigo mesmo. 
  
O autor aborda ainda, que a urgente necessidade de nossos dias é compreendermos o sistema moderno como um todo e apreciarmos o significado da dualidade, da dicotomia e do salto.


Salmos 23

O Salmo 23 (ou, pela numeração da Septuaginta, o Salmo 22)

O salmista teria escrito este salmo quando estava cercado num oásis, à noite, por tropas de um rei inimigo, daí o Salmo inserir tamanha confiança na Providência Divina contra os inimigos.
Na tradição católica, o salmo é rezado para afastar perigos e perseguições, sendo uma das orações mais poderosas. Alguns especialistas judaicos afirmam que há elementos cabalísticos em sua recitação em hebraico
        Salmo 23 é um cântico de confiança em Deus; são palavras proferidas por um crente que conhece e confia no SENHOR. 
           Salmo 23 é uma confissão de fé do crente que deposita sua confiança no cuidado e na proteção de Deus. 
           No salmo 23, o salmista usou duas figuras para expressar sua atitude de confiança em Deus:
 1 - A figura do pastor que concede repouso, proteção, direção e consolo para o rebanho que está sob os seus cuidados (v.1-4);
2 - A figura de um anfitrião que recebe com honra um hóspede em sua casa, oferecendo-lhe um grande banquete e ungindo-o com óleo (v.5,6).
         Ambas as figuras, além de expressar a confiança do salmista, evidenciam o cuidado e a bondade de Deus para com aqueles que lhe pertencem e nele confiam.
Não somente no Salmo 23, mas também em muitos outros lugares do Antigo Testamento encontramos a comparação do relacionamento de Deus com o seu povo como o relacionamento de um pastor com suas ovelhas (Sl. 28.9; Is. 40.11).


sábado, 12 de dezembro de 2015

Aconselhamento Cristão



O aconselhamento pode ser um trabalho muito gratificante, mas ele envolve concentração intensa, sendo considerada uma ocupação tanto gratificante como arriscada. Alguns problemas dos aconselhados nos fazem lembrar nossas próprias inseguranças e conflitos e isto pode ameaçar nossa estabilidade ou sentimentos de auto- estima.
Vejamos alguns dos meios que podem tornar a tarefa do conselheiro mais satisfatória e bem sucedida.
A motivação do Conselheiro:
·         A  razão válida para torna-se um conselheiro deve ser desejo sincero de auxiliar as pessoas  a se desenvolverem.

            A eficácia do conselheiro:
·         O aconselhamento é como o ensino, os que o possuem este dom e o      desenvolve, verão resultados positivos em seu aconselhamento.

            O papel do conselheiro:
·         Aconselhamento - O aconselhamento é uma conversa centralizada num problema, dirigida para um alvo, que focaliza principalmente as necessidades de uma pessoa
·         Deliberação - Grande parte do sucesso de qualquer conselheiro está baseada em sua atenção tranqüila e refletida, concentrada nas palavras do aconselhado.
·         Simpatia - Alguns conselheiros classificam rapidamente as pessoas e depois despedem os indivíduos com um confronto rápido ou conselho ríspido. Quem não ouve com simpatia não dará conselhos eficazes.
·         Imparcialidade - Há ocasiões em que os aconselhados precisam enfrentar o pecado ou comportamento incomum em sua vida, o conselheiro não pode condená-lo, mas a exemplo de Jesus sempre manifestar bondade e respeito por aqueles que, como a mulher junto ao poço, estava disposta a aprender, arrepender-se e mudar seu comportamento.
·         Moderar o aconselhamento - Os aconselhados só podem provavelmente assimilar um ou dois pontos principais em cada entrevista, o aconselhamento deve ser compassado, mesmo que signifique reuniões mais curtas e mais freqüentes.
·         Interpretativo – O conselheiro e o aconselhado devem colaborar como uma equipe, na qual o primeiro serve como um instrutor cujo alvo eventual é retirar-se do campo. O aconselhador deve levar o aconselhado a amadurecer espiritualmente e emocionalmente até o ponto em que possam tomar decisões sem o auxilio de um conselheiro.
·         Permanecer Objetivo – Considerando o aconselhamento como uma relação de ajuda profissional, claramente limitada em seus termos, tais como duração das entrevistas, numero de sessões, resistência ao toque, etc.
·          Atitude de Empatia – Toda vez que surgirem criticas, incapacidade de ajudar, sentimento de culpa, nossa capacidade de ouvir com empatia é prejudicada, é proveitoso perguntar-no  o porquê  da situação.

            A vulnerabilidade do Conselheiro –

            São pelo menos duas as principais maneiras em que as pessoas frustram o conselheiro e aumentam a sua vulnerabilidade.
·         Manipulação – Algumas vezes as pessoas alegam desejar ajuda com um    problema, mas na verdade querem seu tempo e atenção, sua aprovação de um comportamento pecaminoso ou prejudicial, ou seu apoio como aliado num conflito familiar. Quando suspeitar desse tipo de manipulação é prudente conversar a respeito com o aconselhado, esperar uma negativa da parte dele, e depois estruturar o aconselhamento de modo a impedir manipulação e exploração do conselheiro no futuro.
·         Resistência – Algumas pessoas resistem aos conselhos. Permita que ele ou ela saiba que é responsável ( e não o conselheiro ) pelo resultado final do processo, obtendo ou não melhora.

Sexualidade do Conselheiro –

O aconselhamento freqüentemente envolve a discussão de detalhes íntimos que jamais seriam tratados em outro lugar. A atração sexual por um aconselhado é coisa comum e o conselheiro prudente deve esforçar-se ao máximo para exercer auto- controle.  
·         Proteção espiritual – meditação na palavra de Deus, oração, confiança na proteção do Espírito Santo e vigiar sua mente.
·         Percepção de sinais de perigo –
·         Esclarecimento de limites –
·         Análise de atitudes -
·          Proteção do grupo de apoio - 

Ética do Conselheiro -
           
O conselheiro tem obrigação de manter em segredo as informações confidenciais, a não ser quando haja risco para o bem-estar do aconselhado ou de outra pessoa.


A “queima” do conselheiro –

A queima é provavelmente comum em todas as profissões no ramo de ajuda pessoal, inclusive no ministério, mas, poderá ser evitada:
·         Precisamos de força espiritual que nos é concedida mediante períodos regulares de oração e reflexão na Palavra de Deus.
·         Temos necessidade de apoio do apoio de algumas outras pessoas que nos aceitem por aquilo que somos e não pelo que fizemos.

·         Temos necessidade de férias – períodos regulares.


Alexandre Bilhalva;

Fonte: Resumo dos aspectos  centrais do aconselhamento do capitulo 3  do livro Aconselhando Cristão, escrito por Gary R. Collins, 

Missão

Missão é a  extensa realização do propósito redentor de Deus em Cristo Jesus através de mensageiros

A provisão de salvação é feita sinceramente a todos os homens e implica que é a vontade de Deus que o Evangelho deve ser proclamado universalmente, que toda a raça humana e todo indivíduo deva ter oportunidade de ouvir a Boa Nova da redenção.

A igreja é o instrumento de Deus para pregar o evangelho, pertence a igreja o ministério de reconciliação, cabendo à ela o abençoado privilégio e a responsabilidade solene de pregar o evangelho de Deus em todo o mundo. Levando ao alcance de todo o coração que crê a possibilidade de experimentar o perdão dos pecados e uma libertação de vida.
A  igreja é uma criação singular de Deus e não o resultado de processos históricos e naturais e ela é uma posse única de Deus através de Jesus Cristo, designada para um propósito e uma missão específica. A missão e o propósito da igreja não estão diluídos nos movimentos gerais da história. Ela está no tempo, e ainda assim é da eternidade, ela é para o homem, e ainda assim é de Deus.
A igreja opera em três relações:
* Para cima em direção a Deus em culto e glorificação;
* Para dentro de si mesma em edificação, purificação, educação e disciplina;
* Para fora em direção ao mundo, em ministério de evangelização e serviço.
O propósito da igreja é glorificar a Deus, edificar-se, purificar-se, educar seu círculo, evangelizar o mundo, agir como uma força que impõe limites e ilumina o mundo, promover tudo o que é bom.

A Grande Comissão apresenta um padrão abrangente e detalhado de nosso compromisso missionário, a Grande Comissão não declara todas as tarefas da igreja neste mundo ou a sua missão completa, ela preocupa-se  principalmente, com a expansão da igreja no universo dos que ainda não pertencem à igreja, quem quer que seja e onde quer que esteja. A ênfase é fazer discípulos e evangelizar as nações. Esses dois imperativos devem ser realizados com tensão constante equilíbrio e perspectiva histórica adequada até  que todo o mundo tenha obtido a oportunidade de ouvir a boa nova de salvação de Deus em Jesus Cristo.
O homem é colaborador, e co-operário moral, racial e responsável de Deus. O envolvimento humano no nível mais profundo na execução do plano de salvação sem duvida é real. O homem está sob o mandato de Deus, Porém o Espírito Santo é o advogado divino.
No final, no sentido máximo, a execução, administração e efetivação do plano divino de salvação se encontram na autoridade, no poder e na sabedoria do Espírito Santo.
Está claramente evidente através do livro de Atos e totalmente reconhecido pelos apóstolos, que eles não pensavam em si mesmos como pioneiros, executores e administradores da evangelização do mundo ou de missões do mundo. Ao contrário, eles serviam como templo do Espírito Santo que estava residindo neles para executar o plano de salvação de Deus.
O Espírito Santo é quem preside a igreja, no universo da evangelização, é o iniciante, motivador e superintendente de missões do mundo 


Quanto aos cuidados e desenvolvimentos espirituais da igreja de Jesus Cristo Paulo menciona cinco ministérios em efésios  4:11, que consistem os instrumentos de missões.
    • Apóstolos;
    • Profetas;
    • Evangelistas;
    • Pastores;
    • Doutores
Em outra parte Ele enumera sete dons referidos à  igreja para realização de seu ministério (I CO 12:28-30; RM12:3-8).
Em Coríntios 12:8-11, nove dons são mencionados. Em outras epístolas ele fala frequentemente de bispos e presbíteros e também menciona diáconos


Quanto as qualificações bíblicas de um missionário.

Qualificações Espirituais;
Qualificações Doutrinárias
Qualificações Acadêmicas;
Qualificações Físicas;
Qualificações de personalidade
Qualificações Sociais.

Elementos indispensáveis
 – Satisfação, consiste de que ele se tornou espontânea e honestamente, e de todo o coração um verdadeiro discípulo de Jesus Cristo, e que esta de acordo com tal discipulado.
– Uma consciência profunda e permanente de ter sido chamado pelo Senhor ao ministério da Palavra. .

- A convicção de que o Senhor confiou a nós uma mensagem que não é só relevante a atraente, mas absoluta e decisiva para a salvação real e o destino eterno do homem.