domingo, 1 de novembro de 2015

APOLOGÉTICA - O Espiritismo

O ESPIRITISMO


Resumo histórico:
            Com certeza, é a mais antiga de todas as falsas religiões. No Éden, o diabo penetrou e realizou a primeira sessão espírita, usando a serpente como médium e como resultado dessa sessão espírita tivemos a entrada do pecado na raça humana, e a queda do homem como resultado do engano e da mentira de satanás.
            Foi praticado na Babilônia (Is. 47. 9-12 / Na. 3. 4 / Ez. 21. 21); foi praticado no Egito (Is. 19. 3); foi praticado em Canaã (Is. 2. 6). Todas as nações vizinhas de Israel praticavam, com freqüência, o espiritismo. Foram esses povos que contaminaram a Israel com suas feitiçarias, ocasionando o castigo Divino. (1 Sm. 28. 3 / II Rs. 21. 6).
            A prática atual do espiritismo de invocar os mortos, não é recente. O espiritismo atual é a continuação da necromancia e magia dos tempos antigos. Até os Hebreus chegaram a ponto de praticarem esta abominação, contrariando a expressa vontade de Deus.
            Allan Kardec, um professor francês, deu nova dimensão ao espiritismo, codificando suas doutrinas, diríamos que ele foi o grande precursor do espiritismo no mundo. Na realidade, seu verdadeiro nome era Leon Hippolyte Denizart Rivail. Adotou o nome de Allan Kardec, pela revelação de um espírito. Ele é, ainda hoje, a figura mais destacada do espiritismo.
            Da Europa o espiritismo avançou para a América Latina. No Brasil, a primeira sessão espírita kardecista deu-se em Salvador, Bahia, em 1865, dirigida por Luiz Teles de Meneses. Em Salvador foi também fundado o primeiro jornal espírita brasileiro, em 1873. O Eco de além-túmulo. No Rio de Janeiro, Augusto Elias da Silva, organizou a Federação Espírita Brasileira (FEB) em 1884, tendo, no ano anterior (1883), fundado o jornal O Reformador, que é órgão oficial da FEB, até hoje. Atualmente o Brasil tem quase 200 jornais espíritas.
            O Brasil tem o maior número de espíritas em todo mundo. Todas as ramificações do espiritismo somam 30 milhões de adeptos no Brasil (kardecistas, umbandas, candomblé, quimbanda, esoterismo, ecletismo, rosacrucionismo, teosofismo, legião da boa vontade, manto amarelo, etc.)

            A forma de trabalho usada pelo espiritismo, é forte e vem influenciando muitas pessoas. Com sua metodologia de divulgação através dos meios de comunicação, como rádio, televisão, internet, jornais e revistas, conseguem através da numerologia, signos, mapa astral, búzios, cartas, bolas de cristal e outros, alcançar muitos adeptos, que uma vez influenciados por estas práticas, acreditam estar no caminho certo. 
O Espiritismo é um caminho obscuro, que leva o homem a ingressar em densas trevas espirituais. No início ele impressiona o incauto, depois o escraviza.
Vejamos os principais ensinos do espiritismo e sua refutação
1 – Evocação dos mortos.
            A evocação dos mortos sugere que o homem tem o poder de trazer um espírito à terra. Há, portanto, uma pretensão de domesticar os poderes divinos; é a soberba do homem que se acha Deus.
Lemos na bíblia:
 “Quando entrares na terra que o Senhor teu Deus te der, não aprenderás a fazer conforme as abominações daqueles povos, não se achará entre ti quem faça passar pelo fogo o seu filho ou a sua filha, nem adivinhador, nem prognosticador, nem agoureiro, nem feiticeiro, nem encantador, nem necromantes, nem mágico, nem quem consulte os mortos; pois todo aquele que faz tal coisa é abominação ao Senhor...” (Dt.18. 9-12). Prossegue a Palavra de Deus condenando o espiritismo: “Quando disserem: Consultai os necromantes e os adivinhos..., acaso não consultará o povo ao seu Deus? A favor dos vivos se consultarão os mortos? À lei e ao testemunho!” A lei foi dada por Deus através de Moisés: o testemunho é a palavra profética de Deus transmitida através dos profetas. Por eles Deus fala ao homem que o busca.

            Jesus também ensina sobre o assunto na parábola do Rico e Lazaro: “Disse-lhe Abraão; Tem Moisés e os profetas, ouçam-nos. E disse ele: Não, pai Abraão, mas se alguns dos mortos fosse ter com eles arrepender-se-iam. Porém Abraão lhe disse: Se não ouvem a Moisés e aos profetas, tão pouco acreditarão ainda que algum dos mortos ressuscite”(Lc.16. 29-31).

            O mundo jaz no maligno, diz a Bíblia. Portanto, Satanás através de seus agentes vive em contato permanente com as criaturas. Ele conhece cada pessoa desde o dia que nasce até a morte, conhece seus hábitos, modo de falar, tonalidade de voz, tudo. Depois que a pessoa morre, o diabo tem condição de imitá-la com perfeição, além de conhecer sua vida pregressa. Assim sendo, quando o homem invoca o espírito do morto, aquele demônio familiar incorpora-se no médium e através deste fala àquele que o invocou com as mesmas características do morto, como se fosse ele. 
Satanás atua no seu ministério de engano através das religiões.
Vejamos os principais ensinos do espiritismo e sua refutação:
2 - Reencarnação. 
            Dizem os espíritas que a reencarnação é a volta da alma à vida corporal, mas em outro corpo novamente formado para ele que nada tem de comum com o antigo (O Eu segundo o Espiritismo, pg.25 – Alan Kardec).
            A Bíblia não ensina sobre reencarnação e não existe nela o termo reencarnar. As escrituras tratam da ressurreição dentre os mortos (Lc. 20.35), quer dizer, levantar, erguer, surgir, sair de um local.
Os espíritas dizem também que a reencarnação é o melhoramento progressivo da humanidade, no entanto a palavra de Deus ensina que o sacrifício de Jesus Cristo feito na cruz do Calvário, foi o cumprimento das profecias e dos sacrifícios oferecidos milhares de vezes pelos sacerdotes. O sacrifício de Jesus Cristo, portanto, tem valor infinito, eficaz e eterno. Ele ocorreu UMA SÓ VEZ e não se repete NUNCA MAIS! Esse é o motivo pelo qual Deus rejeita qualquer outro sacrifício inventado pelo homem, pois lemos em 1Cor. 10:20:"Antes digo que as coisas que os gentios sacrificam, as sacrificam aos demômios e não a Deus. E não quero que sejais participantes com os demônios"
            O ÚNICO sacrifício que Deus aceita, portanto, já foi feito apenas UMA VEZ. Das 11 vezes que essa expressão "uma vez" se repete no livro de Hebreus, 5 vezes ocorrem no capítulo 9. Como ápice, em Hebreus 9:27 e 28 lemos:
                        "E, como aos homens está ordenado a morrerem uma vez, vindo depois disso o juízo, assim também Cristo, oferecendo-se uma vez para tirar os pecados de muitos, aparecerá segunda vez, sem pecado, aos que o esperam para salvação."
            Mas como os espíritas procuram confundir, dando sentido bíblico à sua absurda teoria da reencarnação, usa João 3 para dizer que Jesus ensinou sobre o renascimento, quando o texto diz nascer de novo, e pela própria explicação de Jesus fica bem claro que se trata do novo nascimento espiritual, isto é, nascer da água (palavra) e do Espírito Santo, nada tendo a ver com reencarnação.
            Os espíritas invocam a passagem bíblica, segundo a qual Jesus afirma que João Batista era Elias, que havia de vir, segundo Malaquias 4.5, de fato Jesus fez tal afirmação, vejamos o texto: “E os seus discípulos o interrogaram dizendo: Porque dizem então os escribas que é mister que Elias venha primeiro? E Jesus respondendo, disse-lhes: Em verdade Elias virá primeiro e restaurará todas as coisas, mas digo-vos que Elias já veio e não o conheceram, mas fizeram-lhe tudo o que quiseram. Assim farão também padecer o Filho do Homem, então entenderam os discípulos que lhes falara de João Batista (Mt. 17.10 -13).
            Mas o próprio João Batista, ao lhe perguntarem se ele era Elias, respondeu: “Não sou” (João 1.21), João Batista de fato não era Elias contudo Jesus afirmara que era o Elias prometido na profecia de Malaquias, a questão é dirigida pela própria Bíblia quando lemos a mensagem do anjo a Zacarias, anunciando o nascimento de João e afirmando que o Senhor “Irá adiante dele no espírito e poder de Elias, para converter os corações dos pais aos filhos, converter os desobedientes à prudência dos justos e habilitar para o Senhor um povo preparado”(Lc. 1.17).
            Veja-se que João Batista , na verdade não era Elias, mas Deus operou nele com o mesmo espírito que operou em Elias para a realização de obras semelhantes, Elias de si mesmo não teria feito nada se o Espírito de Deus não estivesse nele, igualmente João Batista. Em outras palavras, Deus estava anunciando que João Batista seria um profeta com a mesma operosidade de Elias. Contudo, os espíritas interpretam o texto de forma erronia, para encontrar apoio para sua doutrina, desprezam as regras elementares da hermenêutica, segundo as quais a Bíblia interpreta a si mesma; e não se pode formar doutrina de um texto isolado.
Outro grande obstáculo que a doutrina da reencarnação não consegue transpor é a declaração bíblica segundo a qual “aos homens está ordenado morrerem uma só vez vindo depois disto o juízo” (Hb. 9.27). O Espiritismo diz que o homem nasce e morre várias vezes, pelo processo da reencarnação. Pela Bíblia, depois de morto só resta o juízo para o homem, ao qual terá de comparecer após ressuscitado (Ap. 20. 11-15).

3 - A caridade.
            Este é outro ponto básico do espiritismo, para o qual a salvação consiste no aperfeiçoamento e evolução espiritual, conseguidos através da prática de boas obras e do sofrimento. 
            No entanto, a bíblia nos ensina que somos salvos pela graça de Deus em Jesus Cristo e uma vez salvos, somos movidos à prática de boas obras porém não fazemos boas obras para sermos salvos.
            A Bíblia diz: “Pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus. Não vem de obras para que ninguém se glorie” (Ef.2. 8-9). Ao contrário do espiritismo, que prega uma salvação mediante a evolução do espírito humano, através de sucessivas reencarnações, a Bíblia assegura que a salvação se concretiza no ato em que a pessoa aceita Jesus Cristo como seu salvador, pela fé, com direito à vida eterna: “quem crer no Filho tem a vida eterna” (João 3.36).

            O espiritismo engana as pessoas fazendo-as pensar que elas podem, pela própria justiça, se auto expiar pagando os pecados (erros) do passado e praticando "caridade": "Fora da caridade não há salvação" (O Evangelho Segundo o Espiritismo, página 135).
A Bíblia, entretanto ensina outra coisa!
            Em Atos 4:12 Pedro diz categoricamente:"E em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens pelo qual devamos ser salvos."
            Veja o que Paulo escreveu em Romanos 3:10-11:"Como está escrito: Não há um justo, nem um sequer. Não há ninguém que entenda; Não há ninguém que busque a Deus. Todos se extraviaram e juntamente se fizeram inúteis."

4 - A existência de outros mundos.
            Os espíritas dizem que existem outros mundos, para habitação dos espíritos nos seus vários estágios de evolução. Como base bíblica, usam João 14.2, onde Jesus diz que na casa do Pai há muitas moradas. Refutação: Ocorre que Jesus não fala de outros mundos habitados, mas da “casa de meu Pai”, isto é, o céu onde o trono de Deus está.

sexta-feira, 11 de setembro de 2015

Conversão em Cristo Jesus

CONVERSÃO -

Por conversão, todos conhecemos,  que é o ato de mudar de direção. No latim, convertere que significa “fazer mudar, transformar...” No evangelho de João 3:16, Jesus chamou este processo de novo nascimento. Tudo começa novamente, uma  nova criatura é gerada em Cristo.

A conversão inicia por uma decisão de romper com o velho homem, neste momento a pessoa é justificada, recebendo a salvação pela fé em Cristo, e segue um processo contínuo de construção de uma nova criatura, capaz de influenciar  e servir de modelo ao mundo sem Deus.

Consideramos a conversão seguida de um ato contínuo, porque sempre haverá um conflito entre o velho e o novo homem, sempre haverá necessidade da maturidade cristã.

No momento da conversão, Cristo nos liberta de todo pecado  que praticávamos voluntariamente (novo coração) e agora nos tornamos livres, mas com a responsabilidade de continuarmos em santificação, pois a velho homem esta vencido e o novo homem tem a capacidade de negligenciar os prazeres da velha natureza.

O Espirito Santo é o agente que convence o homem do seu pecado  (necessidade da conversão). Uma vez que o homem atende ao apelo do Espirito de Deus, o mesmo passa a habitar em sua vida, iniciando agora o processo de transformação.

A santificação é quando alimentamos o novo homem, quando isso não acontece a velha natureza  automaticamente se alimenta das coisas do mundo e ficará mais forte. Paulo explica este conceito quando escreve aos romanos, capitulo 6:11-13: : “Assim também vós considerai-vos como mortos para o pecado, mas vivos para Deus em Cristo Jesus nosso Senhor. Não reine, portanto, o pecado em vosso corpo mortal, para lhe obedecerdes em suas concupiscências; Nem tampouco apresenteis os vossos membros ao pecado por instrumentos de iniquidade; mas apresentai-vos a Deus, como vivos dentre mortos, e os vossos membros a Deus, como instrumentos de justiça”. Paulo deixa claro que, embora o Espirito Santo seja o agente que nos transforma e nos impulsiona a santificarmos, cabe ao  cristão a responsabilidade de  romper com os laços do pecado. 

O novo convertido, agora, por uma ação do Espirito de Deus, tem o prazer nas coisas espirituais e o pecado, embora esteja presente em sua velha natureza, não tem domínio sobre ele. Sempre que o convertido pecar, isso é como uma tragédia em sua vida, ou seja: não era para acontecer, não é mais seu modo de viver, isso lhe trás tristeza  e repulsa pelo ato. Neste caso o cristão corre aos pés do Salvador, confessa seu pecado e recebe o perdão. “Se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar  de toda a injustiça.” I São João 1:9.


A conversão é necessária, se não retivermos  o velho homem, não entraremos no Reino de Deus e a evidência da  genuína conversão  na vida de um cristão se dá pelo caráter formado em Cristo, com esse caráter formado em nós, passaremos a frutificar em atitudes que atestam que somos de Deus e temos Sua Palavra em nossas vidas.

Alexandre Bilhalva;

sexta-feira, 15 de maio de 2015

Uma liderança eficaz

Uma liderança eficaz deve possuir:

·        Características espirituais:

Santidade -  afastamento dos prazeres, das alianças sociais e comerciais do mundo.
Cheio do Espírito Santo
Sabedoria – resultado de uma compreensão intuitiva das coisas.
– Viver por fé
Amor  - liderança e o amor são questões ligadas ao caráter
Serviço -  só se alcança a excelência na liderança  mediante o espírito de servo.

·         Características práticas:

Visão – Ninguém seguirá alguém que não sabe o que fazer e nem aonde vai.
Disciplina –  verdadeiro líder é quem aprendeu a dominar-se a si mesmo.
Autoridade -  autoridade delegada pelo próprio Senhor Jesus
Decisão – capacidade de fazer algo que se transforme em ação.
Valores – valores que configuram a identidade do cristianismo.

·        Ações.

             O líder eficaz possui habilidades administrativas -  sabendo quando começar, quais os passos e serem tomado e como atingir os objetivos propostos, um homem que Deus usa necessita organizar e administrar as atividades de Deus na terra.
             O líder eficaz possui ações de coragem -  A coragem é atributo indispensável do líder eficaz. Não importa se o líder sentir medo, a exortação de Deus é para que, tenho bom ânimo (Js 1.9). Quando o líder é guiado pelo Espírito de Deus, ele é dominado não pelo “espírito de covardia” mas de poder ( II Tm 1.7).

  * O líder eficaz possui ações de Humildade – Para Deus a humildade é uma característica que ocupa um lugar de destaque na sua escala de valores. Cristo ensina  que o serviço cristão baseia-se na humildade e servitude.  

Processo de Cristo, existente no Museu da Espanha

Cópia autêntica da Peça do Processo de Cristo, existente no Museu da Espanha

No ano dezenove de TIBERIO CÉSAR, Imperador romano de todo o mundo, Monarca Invencível, na Olimpíada cento e vinte e um, e na Ilíada vinte e quatro, da criação do mundo, segundo o número e cômputo dos Hebreus, quatro vezes mil cento e oitenta e sete, do progênio, do Romano Império, no ano setenta e três, e na libertação do cativeiro de Babilônia, no ano mil duzentos e sete, sendo governador da Judéia; QUINTO SÉRGIO, sob o regimento e governador da cidade de Jerusalém, Presidente Gratíssimo, PÔNCIO PILATOS; regente, na baixa Galiléia, HERODES ANTIPRAS; pontífice do sumo sacerdote, CAIFÁS; magnos do templo, ALIS ALMAEL, ROBAS ACASEL, FRANCHINO CEUTAURO; cônsules romanos da cidade de Jerusalém; QUINTO CORNÉLIO SUBLIME e SIXTO RUSTO, no mês de março e dia XXV do ano presente  EU, PÔNCIO PILATOS, aqui Presidente do Império Romano, dentro do Palácio e arqui-residência, julgo, condeno e sentencio à morte, Jesus, chamado pela plebe CRISTO NAZARENO  e galileu de nação, homem, sedicioso, contra a Lei Mosaica, contrário ao grande Imperador TIBÉRO CÉSAR. Determino e ordeno
por esta, que se lhe dê morte na cruz, sendo pregado com cravos como todos os réus, porque congregando e ajustando homens, ricos e pobres, não tem cessado de promover tumultos por toda a Judéia, dizendo-se filho de DEUS e REI DE ISRAEL, ameaçando com a ruína de Jerusalém e do sacro Templo, negando o tributo a César, tendo ainda o atrevimento de entrar com ramos e em triunfo, com grande parte da plebe, dentro da cidade de Jerusalém. Que seja ligado e açoitado, e que seja vestido de púrpura e coroado de alguns espinhos, com a própria cruz aos ombros para que sirva de exemplo a todos os malfeitores, e que, juntamente com ele, sejam conduzidos dois ladrões homicidas; saindo logo pela porta sagrada, hoje ANTONIANA, e que se conduza JESUS ao monte público da Justiça, chamado CALVÁRIO, onde, crucificado e morto ficará seu corpo na cruz, como espetáculo para todos os malfeitores, e que sobre a cruz se ponha, em diversas línguas, este título: JESUS NAZARENUS, REX JUDEORUM. Mando, também, que nenhuma pessoa de qualquer estado ou condição se atreva, temerariamente, a impedir a Justiça por mim mandada, administrada e executada com todo o rigor, segundo os Decretos e Leis Romanas, sob as penas de rebelião contra o Imperador Romano.

Testemunhas da nossa sentença: Pelas doze tribos de Israel: RABAM DANIEL, RABAM JOAQUIM BANICAR, BANBASU, LARÉ PETUCULANI, Pelos fariseus: BULLIENIEL, SIMEÃO, RANOL, BABBINE, MANDOANI, BANCURFOSSI. Pelos hebreus: MATUMBERTO. Pelo Império Romano e pelo Presidente de Roma: LÚCIO SEXTILO e AMACIO CHILICIO

História da Teologia Cristã

No período do Cristianismo primitivo  o Império Romano estava infectado por religiões pagãs conhecidas como religiões de mistério, onde os cultos
de iniciação eram cheios de mitos, elaborados sobre deuses que morriam e renasciam e caminhos para a imortalidade mediante cerimônias secretas de iniciação que envolviam coisas do tipo batismo com sangue de um touro abatido.
            As religiões desta época tinham liberdade de culto desde que oferecessem incenso nos altares devotados ao culto ao imperador romano, pois  Roma não se opunha a acrescentar um ídolo ao grupo do Panteão, desde que a divindade se subordinasse às pretensões de primazia feitas pela religião do Estado.
            Havia filosofias sobrenaturais de vários mágicos como Apolônio de Tiana e Pitágoras, cujos seguidores se reuniam secretamente  para por em prática seus poderes paranormais e estudar os significados esotéricos dos números e corpos celestes.
            Quando a igreja se distinguiu do judaísmo foi classificada como seita, uma sociedade secreta, pois empregava o termo Senhor para se referir a Jesus e recebeu a interdição do estado romano que não admitia rival à obediência por parte de seus súbitos, tornando-se uma igreja ilegal por ser considerada uma ameaça a segurança do estado romano.
            A religião Cristã, era rápida em crescimento, exigia lealdade à Cristo. César era colocado em segundo plano e os cristãos se recusavam a oferecer incenso nos altares devotados ao culto ao imperador romano, realizavam suas reuniões à noite e em segredo. Para a autoridade romana, tudo isso era uma clara preparação para uma conspiração a segurança do estado e devido a isso, desencadeou-se uma terrível perseguição à igreja.
            O Cristianismo Primitivo prevaleceu ao paganismo porque oferecia uma doutrina atraente e porque os lideres da igreja se dirigiam as necessidades humanas melhor do que seus rivais. O Cristianismo  exercia grande atrativo sobre as classes pobres e escravas, pois os cristãos defendiam a igualdade entre todos homens, enquanto que o paganismo insistia na estrutura aristocrática da sociedade em que uns poucos privilegiados eram servidos pelos pobres e pelos escravos.
            Em realidade, Jesus Cristo trouxe uma mensagem simples, que pregava o Amor como base da espiritualidade, arrependimento e Comunhão com Deus por meio de oração e uma disposição em promover a paz, mesmo diante da perseguição sofrida pelo império romano.
            A igreja se tornou a religião oficial do Império Romano e começou a sofrer transformações importantes como a formalização da estrutura organizacional hierárquica centralizada em bispos, que foi de suma importância para evitar que pessoas corrompessem os ensinos da igreja pela persuasão e carisma.
            Outras transformações importantes  foram a formalização dos credos que resumem os princípios de que se deve crer para ser cristão e a identificação de um cânon de escrituras cristã.

            Tudo isso, devido a necessidade de governar sem os apóstolos, que já haviam morridos  e devido ao surgimento de heresias e seitas cismáticas dentro do cristianismo.

Alexandre Oliveira Bilhalva

quarta-feira, 16 de abril de 2014

A transição do período Antigo ao Medieval

A transição do período Antigo ao Medieval

Resumo:
            Bengt Hagglund comenta a transição do período antigo ao medieval, também chamada de era Medieval, que é caracterizado pela queda do Império Romano, em 476 quando os germanos ascenderam ao domínio e os líderes da igreja davam cada vez menos atenção às questões teológicas.
            Alguns acontecimentos que foram destacados por Hagglund :

 1) Boécio, filosofo cristão e funcionário do Imperador Teodorico  traduziu algumas obras de Aristóteles que foram utilizadas na educação universitária medieval,
 2) Dionísio, o Areopagita, expõe  através de escritos a cosmovisão e a religião neo-platônica,
 3) Cassiodoro, colecionador e enciclopedista
 4) Isidoro de Servilha reuniu o conhecimento científico e teológico daquela época, foi ele que tornou acessível o saber teológico às gerações seguintes.

Em Roma, o ex-prefeito Gregório assumiu o papado em 590 e na história do dogma, o pontífice de Gregório é considerado o divisor entre a idade antiga e a idade média.

Ele aceitava a doutrina da graça de Agostinho,  que a finalidade da graça era produzir boas obras que pudessem ser recompensadas. A ideia de mérito e recompensa é pressuposto  fundamental aí, bem como na teologia  medieval em geral. A graça preparatória transforma a vontade. Na realização daquilo que é bom, a graça coopera com o livre arbítrio.

               Segundo essa teologia, Cristo era o exemplo de entrega, abnegação e sacrifício necessários a todo ser humano e a ceia simbolizava o novo sacrifício.

               Entre seus escritos destaca-se o comentário ao livro de Jó. Nesta obra, lançou ideias norteadoras para a ética medieval, especialmente, sobre o asceticismo. Além disso, concedeu destaque aos milagres realizados por santos homens e que influenciaram toda a Idade Medieval. Ele foi capaz de combinar tradição teológica e piedade popular. Como um dos rituais mais importantes da igreja e elemento que trazia populares até a igreja, a ceia obteve lugar de destaque nas reflexões da época. A questão principal se relacionava ao seu sentido, se a presença de Cristo neste ato deveria ser interpretada de modo real ou simbolicamente.

            O período de tempo entre Gregório, o grande e o inicio da época de escolástica não se notabilizou por desenvolvimentos no campo da teologia. Nesta época surgiram um bom numero de teólogos que não tomaram a forma de nova orientação no pensamento teológico; em lugar disso, eles colecionaram e reproduziram a tradição mais antiga.

            A teologia deste período formou a base pra os desenvolvimentos posteriores através da preservação da herança da era patrística e da antiguidade. Discussões dogmáticas surgiram em certos pontos, algumas como :
Controvérsia adopcionista;
Controvérsia sobre Filioque e a Controvérsia iconoclasta;
Controvérsia Predestinação

Comentário:
A História Medieval representa uma quebra nos padrões existentes em seu período anterior, a História Antiga, as pessoas passaram a viver um período diferente da história da humanidade. Por isso, foi  importante  resgatar ou lançar  os fundamentos para a teologia e para a cultura medieval em geral.
             No período antigo a Igreja Católica aumentava significativamente seu poder e  capacidade de influência sobre a população. É neste período da história que a instituição tem mais poder e por isso condiciona o cotidiano de todas as relações. A soberania da Igreja interfere em todas as áreas da sociedade: Artes, na Arquitetura, na Política, na Cultura, na Filosofia, nas guerras, além, claro, das questões religiosas e para manter- se como poder central a igreja se distanciou dos fieis e por trás de tudo isto , se movimentava a insatisfação que alguns religiosos mantinham com relação ao envolvimento da igreja com o poder político e financeiro.
            O descontentamento aliado às motivações pessoais , contribuiu para que no século XVI houvesse um racha na igreja cristã, até então católica. A partir de então, com a Reforma Protestante, a teologia cristã dividiu-se também em duas: a teologia católica e a teologia protestante que posteriormente serviu como base ao chamado mundo evangélico.

Jesus a graça de Deus

Jesus a graça de Deus

O que é a graça:
            Graça é um conceito teológico fortemente enraizado no Judaismo e no Cristianismo, definido como um dom gratuito e sobrenatural dado por Deus para conceder à humanidade todos os bens necessários à sua existência e à sua salvação.
            A graça é um ato espontâneo da vontade divina, que tem origem no amor de Deus pelas suas criaturas, significa uma decisão amorosa de Deus em nos salvar da perdição eterna e nos reconciliar, mesmo não sendo merecedores.
            A Graça de Deus enche o coração do ser humano do amor de Deus,  alivia a alma e a consciência do pecador do sentimento de culpa, e garante a vida eterna no porvir. A aceitação da GRAÇA DE DEUS pelo homem elimina o sentimento da necessidade de boas-obras para a salvação: é de graça! Jesus já fez a maior das boas obras por nós no Calvário: morreu pelos nossos pecados! Foi sacrifício substitutivo, redentor, portanto não precisa o homem fazer boas obras para ser salvo, mas a evidência da sua salvação se dá pela prática das boas obras.
            Uma vez salvos pela graça de Deus somos constrangidos a praticar boas obras, não como uma exigência ou obrigação para obtermos a salvação, mas como um ato de gratidão e reconhecimento de tão grande favor recebido.
            A Graça de Deus envolve o pecador de tanto amor, de tanta ternura, que ele não consegue se desvencilhar da Graça e do amor de Deus: "De longe se me deixou ver o Senhor, dizendo: "Com amor eterno eu te amei, por isso com benignidade te atraí." (Jr. 31:3). Esta graça é capaz de pegar o homem com o coração indomável, de pedras, cheio de mágoas e inimigo do bem e transformá-lo em uma nova criatura, deixando o mesmo eternamente gratos ao Senhor, por receber o perdão de todos os  pecados e a reconciliação com Deus através de Jesus.
            A graça é revelada principalmente no novo testamento, quando o mesmo mostra-nos que a salvação e todas as bênçãos da vida cristã são resultado da graça de Deus.
“Assim, pois, também agora, no tempo de hoje, sobrevive um remanescente segundo a elei­ção da graça. E se é pela graça, já não é pelas obras; do contrário, a graça já não é graça” (Rom 11:5,6).

            Jesus é a personificação da graça. “E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade... To­dos nós temos recebido da sua plenitude, e graça sobre graça. Porque a lei foi dada por intermédio de Moisés; a graça e a verdade vieram por meio de Jesus Cristo” (Jo.1:14,16,17). “Conheceis a graça de nosso Senhor Jesus Cristo que, sendo rico, se fez pobre por amor de vós, para que pela sua pobreza vos tornásseis ricos” (2Cor 8:9).

 1 ) A graça é salvadora: 

“Pela graça sois salvos por meio da fé” (Efésios 2:8). 
“Porquanto a graça de Deus se manifes­tou salvadora a todos os homens” (Tito 2:11).
 "Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus; não vem das obras, para que ninguém se glorie. Porque somos feitura sua, criados em Cristo Jesus para boas obras, as quais Deus antes preparou para que andássemos nelas" (Efésios 2:8-10).

     Infelizmente muitos procuram alcançar este favor, não merecido de Deus, através das obras e confundem o significado da salvação pela graça com obrigações., vivem no legalismo,cheio de regras e não recebem a Graça Divina que Liberta, que Salva e que Justifica o pecador da escravidão do pecado. Nada que venhamos fazer ou ser pode pagar este favor de Deus pois não somos merecedores ou temos por direito a salvação, antes ela é um presente de Deus, um ato espontâneo do seu amor.

2 ) A graça nos justifica:
            Justificar significa declarar justo; fazer alguém justo diante de Deus, ou seja: é quando Deus declara justo todo aquele que recebe a Cristo,
            Somos declarados justos no momento de nossa salvação. Justificação não nos faz justos, mas declara nossa justiça. Nossa justiça vem de colocarmos nossa fé na obra completa de Jesus Cristo, pois o seu sacrifício cobre o nosso pecado, permitindo com que Deus nos veja como perfeitos e sem qualquer mancha. Por causa do fato de que como crentes estamos em Cristo, Deus vê a justiça de Cristo quando Ele olha para nós. Isso alcança as exigências de Deus para perfeição; portanto, Ele nos declara justos – Ele nos justifica.
           
A Justificação e o Perdão dos pecados são pela graça. “Sendo justificados gratuitamente, por sua graça, mediante a redenção que há em Cristo Jesus (Romanos 3:24). “No qual te­mos a redenção, pelo seu sangue, a remissão dos pecados, se­gundo a riqueza da sua graça” (Efésios 1:7).
Na Velha Aliança a Lei determinava que a justificação fosse pelo sangue de animais, mas, agora na Nova Aliança somos justificados por Graça, no sangue de Jesus, e nos tornamos herdeiros de Deus (Tito 3.7).

Alexandre Bilhalva